O que um site de escritório de advocacia precisa ter para gerar contato

Resposta curta

Um site de advocacia gera contato quando mostra com clareza em que o escritório atua, quem está por trás dele, que experiência pode ser comprovada e como falar com a equipe, sempre dentro das regras de publicidade da OAB e com um caminho simples até o primeiro contato.

Notebook exibindo a página inicial do site do IHS Advogados, sobre uma bancada escura

O que o visitante precisa entender nos primeiros segundos?

Quem chega ao site de um escritório normalmente tem um problema e pouca paciência. Em poucos segundos, ele precisa entender três coisas: em que o escritório atua, para quem, e como pedir ajuda.

Se a página inicial abre com frases genéricas sobre "excelência" e "compromisso", nenhuma das três perguntas é respondida. Coloque na primeira tela o nome do escritório, as áreas principais e um botão de contato visível. O resto do site existe para sustentar essa decisão.

Um teste simples: mostre a página inicial a alguém de fora da área por cinco segundos e peça que diga o que o escritório faz e como entrar em contato. Se a pessoa hesitar em uma das duas respostas, a primeira tela precisa ser reescrita antes de qualquer outro ajuste.

Como organizar as áreas de atuação?

Organize o site em torno do que o cliente procura, e não da estrutura interna do escritório. Isso significa uma página por área de atuação, escrita com as palavras que o cliente usaria, e não apenas com o nome técnico da especialidade.

No site do IHS Advogados, a arquitetura de informação foi estruturada em torno das áreas de atuação, com hierarquia clara entre história, especialidades, método, equipe e canal de contato direto. O visitante vai do "quem somos" ao "como falar com vocês" sem precisar procurar.

Como escrever a página de cada área?

A página de uma área precisa responder o que o cliente se pergunta antes de ligar. Uma estrutura que funciona:

  1. O problema que o cliente reconhece, descrito com as palavras dele.
  2. Para quem a área é, com situações em que faz sentido procurar o escritório.
  3. Como o atendimento acontece, do primeiro contato ao acompanhamento do caso.
  4. O que ajuda o cliente a se preparar, como o tipo de informação ou de documento que facilita a primeira conversa.
  5. Perguntas frequentes da área, respondidas de forma informativa.
  6. O convite ao contato, no fim da página.

Evite copiar trechos de lei. O visitante quer entender a própria situação, e não ler o código. Linguagem simples não diminui o escritório, aumenta o alcance dele.

Que provas de credibilidade um escritório pode mostrar?

Um escritório vende confiança, e confiança precisa de informação verificável. Os elementos que mais ajudam são:

  • História e tempo de atuação, contados de forma simples e verdadeira.
  • Equipe, com nome, formação e área de cada pessoa. Fotos reais de quem atende passam mais confiança do que imagens genéricas.
  • Método de atendimento, explicando o que acontece depois do primeiro contato.
  • Artigos informativos, que mostram que o escritório entende os problemas do cliente.

Aqui há um cuidado próprio da advocacia. O Provimento 205/2021 da OAB regula a publicidade e o marketing jurídico, e entre os pontos de atenção estão a promessa de resultado e a captação direta de clientela. Antes de publicar, confira o conteúdo com o próprio escritório e com a seccional da OAB. O site deve informar, não prometer.

Qual o melhor caminho até o primeiro contato?

O caminho mais curto costuma ser o que mais converte. Alguns pontos práticos:

  • Um botão de contato visível no topo, que acompanha a página.
  • Telefone e WhatsApp clicáveis no celular, sem exigir que a pessoa copie o número.
  • Um formulário curto, com nome, forma de contato e assunto. Cada campo a mais faz parte das pessoas desistir.
  • O mesmo convite ao final de cada página, para quem leu até ali.
  • Uma frase dizendo o que acontece depois do contato, para a pessoa saber o que esperar.

Depois, meça. Sem saber quantos cliques o WhatsApp e o formulário recebem, qualquer ajuste é palpite.

O site precisa de artigos?

Precisa, desde que sejam úteis. Um artigo bom responde a uma dúvida real do cliente, em linguagem que ele entende, e continua sendo encontrado pela busca depois de publicado. Esse é o mesmo raciocínio que desenvolvo em Feed é aluguel, site é imóvel: o que você constrói uma vez continua trabalhando quando você para.

O site do IHS reúne história, áreas de atuação, equipe e artigos do escritório. Para isso funcionar no dia a dia, o conteúdo precisa ser fácil de atualizar, sem depender de um desenvolvedor para trocar um parágrafo.

Como o escritório é encontrado pela busca?

Quem procura ajuda jurídica costuma digitar o problema, e não o nome do escritório. Para ser encontrado, o site precisa ter páginas que respondam ao que as pessoas pesquisam, com títulos claros e textos escritos para humanos. Uma página por assunto, em vez de um texto único que tenta abranger tudo, facilita a busca e a leitura.

Evite encher o texto de palavras repetidas só para a busca. Os mecanismos de busca entendem bem o assunto de uma página, e o leitor percebe quando o texto foi escrito para robô. Escrever com clareza, responder à pergunta e mostrar quem é o responsável já faz a maior parte do trabalho.

O site precisa carregar rápido e funcionar no celular?

Precisa, e isso se testa em minutos. Abra o site no seu celular, usando dados móveis, e tente entrar em contato como se fosse um cliente. O que travar ali é o que está custando consultas.

No case do IHS Advogados, o resultado foi um site leve, responsivo e fácil de manter, publicado no domínio definitivo do cliente. A leveza não é detalhe estético: ela faz parte da primeira impressão.

O que cuidar no domínio, no e-mail e na manutenção?

Três detalhes pequenos que pesam na confiança:

  • Domínio próprio, com o nome do escritório, em vez de um endereço genérico. O site do IHS foi publicado no domínio definitivo do cliente.
  • E-mail com o domínio do escritório, que passa mais seriedade do que um endereço gratuito.
  • Manutenção simples, para o escritório trocar um texto, incluir um artigo ou atualizar a equipe sem abrir um projeto novo.

Um site desatualizado transmite abandono, e um escritório não ganha nada com essa impressão.

Quais erros mais atrapalham?

  • Página inicial sem as áreas de atuação. O visitante não sabe se o escritório resolve o problema dele.
  • Contato escondido no rodapé ou numa página separada.
  • Texto só técnico, que o cliente não consegue traduzir para a sua situação.
  • Imagens genéricas que não dizem nada sobre o escritório.
  • Promessa de resultado, que além de afastar o leitor atento pode ferir as regras da OAB.
  • Site difícil de atualizar, que fica parado e passa a impressão de escritório parado.

O que eu faria

Começaria enxuto, com cinco páginas: início, áreas de atuação, equipe, artigos e contato. Escreveria cada área com as palavras do cliente, deixaria o contato visível em toda a página e montaria o site de um jeito que o próprio escritório consiga atualizar. Antes de publicar, revisaria o conteúdo com as regras de publicidade da OAB e configuraria a medição dos contatos.

Quando isso não se aplica: se o escritório vive só de indicação e não pretende ser encontrado por quem pesquisa, um site de uma página, funcionando como cartão de visita, já cumpre o papel. O restante pode vir depois.

Perguntas frequentes

Um escritório de advocacia precisa de site se já tem Instagram?

Precisa. A rede entrega o que você acabou de publicar, enquanto o site é o endereço próprio do escritório, encontrado por quem pesquisa o assunto. Um não substitui o outro.

Quantas páginas um site de advocacia precisa ter?

Para começar, cinco: início, áreas de atuação, equipe, artigos e contato. O número cresce conforme o escritório atende mais áreas e quer explicar cada uma.

WhatsApp ou formulário: qual é melhor para o primeiro contato?

Os dois podem conviver. O WhatsApp é rápido para quem está no celular, e o formulário organiza as informações para quem prefere escrever com calma. O importante é que ambos estejam visíveis e que alguém responda.

O site pode prometer resultado ou falar de honorários?

Não deve. As regras de publicidade da OAB vedam promessa de resultado e captação direta de clientela. Confirme os limites com o escritório e com a seccional antes de publicar.

Fontes

  1. OAB, Provimento 205/2021 (publicidade e marketing jurídico na advocacia), 2021
Case relacionado IHS Advogados Ver o case

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